Jacotei

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A Evolução segundo Lamarck - iPED

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Alimentos e evolução humana
Mudança alimentar foi a força básica para sofisticação física e social
por William R. Leonard

Fósseis indicam que nossos antepassados mais antigos, os australopitecos, eram, há cerca de quatro milhões de anos, bípedes. No caso do A. afarensis (à direita), um dos mais antigos hominídeos, as características incluem o arco dos pés, o polegar não-opositivo e certas características dos joelhos e da pelve. Esses hominídeos, porém, mantiveram algumas características dos macacos como pernas curtas, braços mais longos e dedos dos pés e das mãos curvados, entre outros aspectos
Humanos, estranhos primatas. Andamos sobre duas pernas, possuímos cérebros enormes e colonizamos cada canto da Terra. Antropólogos e biólogos procuraram sempre entender como a nossa raça diferenciou-se tão profundamente do modelo primata. Foram desenvolvidos, ao longo dos anos, todos os tipos de hipóteses, visando explicar cada uma dessas particularidades. Um conjunto de evidências, porém, indica que essas idiossincrasias mistas de humanidade têm, na realidade, uma linha em comum: elas são, basicamente, o resultado da seleção natural, atuando para maximizar a qualidade dietética e a eficiência na obtenção de alimentos. Mudanças na oferta de alimentos parecem ter influenciado fortemente nossos ancestrais hominídeos. Assim, em um sentido evolutivo, somos o que comemos.

Conseqüentemente, o que comemos é ainda uma outra forma pela qual nos diferenciamos de nosso parente primata. Populações de humanos contemporâneos pelo mundo afora, adotam dietas mais calóricas e nutritivas que aquelas de nossos primos, os grandes macacos. Então, quando e como os hábitos alimentares de nossos ancestrais divergiram dos hábitos de outros primatas? Além disso, quanto os humanos modernos se distanciaram do padrão alimentar ancestral?

O interesse científico na evolução das necessidades nutricionais humanas tem uma longa história. Investigações relevantes começaram a ganhar espaço a partir de 1985, quando S. Boyd Eaton e Melvin J. Konner, da Emory University, publicaram um artigo no New England Journal of Medicine intitulado "Nutrição Paleolítica". Eles argumentam que a prevalência de muitas doenças crônicas nas sociedades modernas - entre elas obesidade, hipertensão, doenças coronarianas e diabetes - seriam o resultado de uma incompatibilidade entre padrões dietéticos modernos e o tipo de dieta que nossa espécie desenvolveu para se alimentar como caçadores-coletores pré-históricos.

Desde então, a compreensão da evolução das necessidades nutricionais humanas tem avançado consideravelmente - graças, em parte, às análises comparativas entre populações de humanos vivendo tradicionalmente e outros primatas -, emergindo daí um retrato com mais nuances. Sabemos, agora, que os humanos evoluíram não para subsistirem com uma dieta paleolítica única, mas para desfrutarem de um padrão alimentar diversificado.

Os cérebros ficaram maiores e cada vez mais, ao longo do tempo, energeticamente exigentes. O cérebro humano moderno responde por 10 a 12% da demanda de energia de um corpo em repouso, comparada ao cérebro do australopiteco.
Para se compreender o papel da alimentação na evolução humana, devemos nos lembrar de que a procura pelo alimento, seu consumo e, finalmente, como ele é usado para processos biológicos são, todos, aspectos críticos da ecologia de um organismo. A energia dinâmica entre organismos e seus ambientes, ou seja, a energia despendida comparada à energia adquirida, tem conseqüências adaptativas importantes para a sobrevivência e reprodução. Esses dois componentes da aptidão darwiniana refletem-se na forma como estimamos o estoque de energia de um animal. A energia de manutenção é o que mantém um animal vivo. A energia produtiva está associada à concepção e manutenção da prole para a próxima geração. Para mamíferos, isso deve cobrir as demandas das mães durante a gravidez e lactação.

O tipo de ambiente que uma criatura ocupa irá influenciar a distribuição de energia entre esses componentes, em que condições mais duras representam, obviamente, maiores dificuldades. No entanto, o objetivo de todos os organismos é o mesmo: assegurar a reprodução, visando garantir, a longo prazo, o sucesso das espécies. Portanto, ao observarmos a forma como os animais se deslocam para obter a energia alimentar, podemos compreender melhor como a seleção natural produz a mudança evolutiva.

ESTUDO DIZ: A Evolução humana aumenta a velocidade e aumenta a diferenças entre continentes:

WASHINGTON - A evolução humana tornou-se 100 vezes mais rápida e provocou um aumento das diferenças genéticas entre pessoas que vivem em continentes diferentes, segundo um estudo divulgado pela revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences". As evidências encontradas por um grupo de antropólogos americanos das universidades de Utah e Wisconsin-Madison põem em xeque a antiga teoria de que a evolução desacelerou ou parou por completo no homem. A análise dos cientistas sugere, ao contrário, que o processo de seleção natural se tornou cada vez mais veloz.

De acordo com Henry Harpending, professor de antropologia da Universidade de Utah, quando os seres humanos surgiram na África e se dispersaram por outras regiões, há 40 mil anos, o ritmo da evolução se acelerou em comparação com os seis milhões de anos anteriores. Desde então, "não houve um fluxo de genes entre as regiões" e, com o aumento da população, mais mutações são produzidas.

- Não somos as mesmas pessoas de mil ou dos mil anos atrás - disse Harpending, citando como exemplo os vikings e seus descendentes suecos. - As raças humanas evoluíram e se diferenciam entre si. Não estamos nos mesclando e nos transformando em uma única raça.

Segundo o professor, os pesquisadores utilizaram novas tecnologias de investigação genética no estudo. Harpending explicou que o ritmo dessas mudanças se acelerou muito nos últimos 40 mil anos, especialmente desde o fim da Era do Gelo, há cerca de 10 mil anos.

Dieta e epidemias provocam maioria dos ajustes genéticos

De acordo com o antropólogo John Hawks, da Universidade de Wisconsin, muitos dos ajustes genéticos são resultado de mudanças da dieta humana, registradas a partir do desenvolvimento da agricultura, e da resistência a doenças epidêmicas, que se espalham pelo planeta. Entretanto, o enorme crescimento populacional foi a maior causa da quantidade de mutações genéticas.

- Geneticamente, somos muito mais diferentes dos seres humanos de cinco mil anos atrás do que esses eram dos neandertais - disse Hawks, citando outra espécie.

Junto com pesquisadores da Universidade da Califórnia, os antropólogos estudaram um mapa genético, chamado Haplotype Mapping, que classifica as semelhanças e diferenças genéticas entre os seres humanos em diversos pontos do planeta. O mapeamento será usado, em última análise, para identificar os genes que afetam a saúde humana, mas pode revelar a variação genética registrada na evolução do homem.

"Somos diferentes das pessoas de dois mil anos atrás ou até mesmo mil anos atrás"

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A evolução do homem (charge) - Evolution

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Evolução humana













A evolução humana, ou antropogênese, é a origem e a evolução do Homo sapiens como espécie distinta de outros hominídeos, dos grandes macacos e mamíferos placentários. O estudo da evolução humana engloba muitas disciplinas científicas, incluindo a antropologia física, primatologia, a arqueologia, linguística e genética.[1]

O termo "humano" no contexto da evolução humana, refere-se ao gênero Homo, mas os estudos da evolução humana usualmente incluem outros hominídeos, como os australopitecos. O gênero Homo se afastou dos Australopitecos há cerca de 2,3 e 2,4 milhões de anos na África.[2][3] Os cientistas estimam que os seres humanos ramificaram-se de seu ancestral comum com os chimpanzés - o único outro hominins vivo - há cerca de 5-7 milhões anos atrás. Diversas espécies de Homo evoluíram e agora estão extintas. Estas incluem o Homo erectus, que habitou a Ásia, e o Homo neanderthalensis, que habitou a Europa. O Homo sapiens arcaico evoluiu entre 400.000 e 250.000 anos atrás.

A opinião dominante entre os cientistas sobre a origem dos humanos anatomicamente modernos é a "Hipótese da origem única",[4][5][6][7] que argumenta que o Homo sapiens surgiu na África e migraram para fora da continente em torno 50-100,000 anos atrás, substituindo as populações de H. erectus na Ásia e de H. neanderthalensis na Europa. Já os cientistas que apoiam a "Hipótese multirregional" argumentam que o Homo sapiens evoluiu em regiões geograficamente separadas.