Jacotei

sexta-feira, 7 de maio de 2010

ESTUDO DIZ: A Evolução humana aumenta a velocidade e aumenta a diferenças entre continentes:

WASHINGTON - A evolução humana tornou-se 100 vezes mais rápida e provocou um aumento das diferenças genéticas entre pessoas que vivem em continentes diferentes, segundo um estudo divulgado pela revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences". As evidências encontradas por um grupo de antropólogos americanos das universidades de Utah e Wisconsin-Madison põem em xeque a antiga teoria de que a evolução desacelerou ou parou por completo no homem. A análise dos cientistas sugere, ao contrário, que o processo de seleção natural se tornou cada vez mais veloz.

De acordo com Henry Harpending, professor de antropologia da Universidade de Utah, quando os seres humanos surgiram na África e se dispersaram por outras regiões, há 40 mil anos, o ritmo da evolução se acelerou em comparação com os seis milhões de anos anteriores. Desde então, "não houve um fluxo de genes entre as regiões" e, com o aumento da população, mais mutações são produzidas.

- Não somos as mesmas pessoas de mil ou dos mil anos atrás - disse Harpending, citando como exemplo os vikings e seus descendentes suecos. - As raças humanas evoluíram e se diferenciam entre si. Não estamos nos mesclando e nos transformando em uma única raça.

Segundo o professor, os pesquisadores utilizaram novas tecnologias de investigação genética no estudo. Harpending explicou que o ritmo dessas mudanças se acelerou muito nos últimos 40 mil anos, especialmente desde o fim da Era do Gelo, há cerca de 10 mil anos.

Dieta e epidemias provocam maioria dos ajustes genéticos

De acordo com o antropólogo John Hawks, da Universidade de Wisconsin, muitos dos ajustes genéticos são resultado de mudanças da dieta humana, registradas a partir do desenvolvimento da agricultura, e da resistência a doenças epidêmicas, que se espalham pelo planeta. Entretanto, o enorme crescimento populacional foi a maior causa da quantidade de mutações genéticas.

- Geneticamente, somos muito mais diferentes dos seres humanos de cinco mil anos atrás do que esses eram dos neandertais - disse Hawks, citando outra espécie.

Junto com pesquisadores da Universidade da Califórnia, os antropólogos estudaram um mapa genético, chamado Haplotype Mapping, que classifica as semelhanças e diferenças genéticas entre os seres humanos em diversos pontos do planeta. O mapeamento será usado, em última análise, para identificar os genes que afetam a saúde humana, mas pode revelar a variação genética registrada na evolução do homem.

"Somos diferentes das pessoas de dois mil anos atrás ou até mesmo mil anos atrás"

Nenhum comentário:

Postar um comentário